sábado, 10 de maio de 2008

É hora de ser Grêmio

Por Felipe Sandrin

Celso é o comandante, nosso plantel pouco mudou de um mês para cá. Na direção, apenas um nome foi substituído, o substituto, até agora pouco fez, pouco agrada. Hoje, um dia antes da estréia no brasileirão, é tarde demais para protestos e reivindicações: o que nos restou? Torcer, torcer e torcer.

Mesmo que muito pouco pareça ter sido feito, neste quase um mês de “folga” no Olímpico, cabe a nós, darmos total apoio ao time que entra em campo neste sábado. Nossa obrigação é alentar por 90 minutos. Temos de ter a concepção de que se nós gremistas não apoiarmos, ninguém o fará.

As necessidades do time, a fase pela qual passamos é clara, não existe o que discutir, porém, se não quisermos agravar ainda mais a situação do clube é bom que para o jogo deste sábado, tenhamos o comportamento que fez deste Grêmio, um Grêmio heróico, único e monumental.

Nossas diferenças, nossas opiniões, devem ser deixadas de lado, e ao termino da partida poderemos voltar a fazer nossas analises postulantes. Já vivemos situações muito piores, por varias vezes elencos considerados insuficientes, nos surpreenderam.

Não podemos perder nossa essência gremista, pois é desta que o clube necessita sempre que nos vemos envoltos, em situações como a que vivemos agora. Todos nós, independente de opiniões, queremos a mesma coisa, queremos um Grêmio forte. Cabe a nós alem de pedirmos providencias quando o clube não esta bem, também fazer o que sempre fizemos.

Neste sábado, esqueceremos todo e qualquer problema, apoiaremos o tempo inteiro, alentaremos incansavelmente, de um jeito a causar inveja, do jeito que apenas nós gremistas sabemos fazer. Neste sábado, recuperaremos o ar, encheremos os pulmões para gritar, e gritaremos com orgulho, a dádiva que cada um de nós gremistas carrega.

Eu esperei muito por este jogo, para voltar a ver o tricolor entrando em campo. Danem-se os cronistas, os jornalistas e toda mídia que não acredita no Grêmio. Podemos não ter o melhor time, podemos não gostar das escalações do nosso técnico, ou das contratações que o clube esta fazendo, mas acima de tudo somos gremistas, e nós sabemos do que somos capazes.

Celso é o comandante, nosso plantel pouco mudou de um mês para cá. Na direção, apenas um nome foi substituído, o substituto, até agora pouco fez, pouco agrada. Porem, este clube é o GRÊMIO. E o Grêmio, é muito maior do que qualquer um deles.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Farrapos

Os Farrapos ganharam este apelido por não disporem de uniformes e equipamentos militares. Maltrapilhos, faltavam armas e botas. Mesmo assim resistiram por 10 anos ao Império, usando da criatividade para se armar, tomando os canhões do inimigo e nas armas onde eram imbatíveis: as lanças nos combates a cavalo.
É bem farrapo que o Grêmio chega para a longa guerra do Campeonato Brasileiro. Nos falta um comandante à altura com uma estratégia definida e combatentes mais experientes. Os Farrapos peleavam com suas garruchas e adagas enferrujadas e na falta delas, iam na mão mesmo. Se é raça, entrega, determinação e alento as armas que temos por hora, é com isso que lutaremos.
Quem quiser se entregar ou passar para o outro lado, torcendo por uma derrota nas primeiras batalhas com o argumento kamikaze de derrubar o comandante, está fazendo o próprio Grêmio de refém para isso. Não há gremismo numa atitude destas. Portanto, não precisa voltar para nosso lado depois.
Os inimigos já são muitos e difíceis para termos ainda, que se preocupar com fogo amigo.Também como aconteceu na Revolução Farroupilha, os reforços só chegarão no andar da carruagem. Naquela ocasião, pelo fim de rebeliões em outras províncias. Nesta, com a abertura da janela européia em agosto. Até lá, o Grêmio vai precisar da torcida para transformar o Olímpico em território inóspito para os invasores do império e contar com os gremistas espalhados por outras províncias nas batalhas fora do Rio Grande. Os que formam a maior torcida do Brasil fora do eixo.
Jamais nos matarão.

Rodrigo Mendes treina na vaga de Soares

No treinamento da tarde desta quinta-feira, o técnico Celso Roth escalou Rodrigo Mendes no lugar de Soares, que ficou de fora devido a um problema no ouvido. O atacante revela estar ansioso para formar a dupla de ataque com o colombiano Perea caso seja requisitado neste sábado diante do São Paulo.

“Ela precisa até ser controlada para não atrapalhar. Claro que vou sentir muito o ritmo de jogo se surgir a oportunidade de jogar. Mas estou inteiramente à disposição do Celso”, revelou o jogador de 32 anos.

Pereira vai de líbero

Na tarde desta quinta-feira, Celso Roth comandou um treinamento técnico e tático no gramado principal do estádio Olímpico, que já está renovado para a disputa do Brasileirão e da Copa Sul-Americana.
Primeiramente os atletas fizeram um trabalho coletivo. Em seguida, os jogadores treinaram a pontaria em cobranças de bola parada visando acertar os últimos detalhes antes da estréia tricolor no Brasileirão neste sábado, às 18h10, contra o São Paulo no Morumbi.O goleiro Victor e o atacante Soares foram poupados do treino.
A dúvida para a partida fica por conta de Willian Magrão que será reavaliado antes do embarque para São Paulo, nesta sexta, às 14h45. E justamente a ausência do volante, que está com uma lesão muscular na coxa direita, determinou uma mudança significativa nos planos do comandante gremista, que alterou a equipe para o esquema 3-5-2, com Pereira atuando como terceiro zagueiro.
Provável equipe para enfrentar o time paulista: Victor; Léo, Pereira e Réver; Paulo Sérgio, Eduardo Costa, Rafael Carioca, Roger e Helder; Perea e Soares (Rodrigo Mendes).

quinta-feira, 8 de maio de 2008





Minhas Férias

Por Silvio Pilau

Querida professora,

As minhas férias não foram muito boas. Não viajei com meus pais, não fui pra praia, nem fui ao parque andar de carrinho de choque. Na verdade, não fiz nada além de escovar os dentes, porque minha mãe mandava, e dos meus deveres. Férias bobas, né? Mas não foi por isso que eu não gostei das férias. Foi porque uns grandões disseram que iriam fazer algumas coisas pra mim e me enganaram. Acharam que criança não precisa de satisfação.

Ah, mas eles vão ver, professora. Vão ver só. Minha mãe sempre diz que o que a gente faz pros outros volta em dobro. Se for coisa boa, que bom. Se bem que uma vez eu dei um pedaço do meu pirulito pro Pedrinho e nunca ganhei outro. Só que esses caras merecem coisa ruim. Eles me deram esperança, professora. Dar esperança pra criança e não cumprir é coisa de malvado. Esqueci de dizer quem eles são: são os caras que mandam no meu time, do Grêmio.

Não sei se a senhora é gremista ou colorada, mas deve saber o que eles disseram. Eu acreditei quando falaram que iriam montar um time bom, com uns jogadores bons como aqueles do Winning Eleven. Mas não, eles não trouxeram ninguém. Todo dia, eu perguntava pro meu pai se o Grêmio tinha contratado alguém bom e ele sempre me dizia: “Ainda não, meu filho”. E tem também aquele cara bochechudo que é o nosso treinador. Não gosto dele. Mesmo. Ele é chato, bobo e não faz o Grêmio ganhar. Achei que ele ia embora, que nem fizeram com o outro magricelo, mas o bochechudo ficou. Ninguém gosta dele, nem minha mãe. Mas ele ficou.

Foi por isso, professora, que minhas férias não foram muito boas. A senhora tem que entender que eu sou muito gremista, muito mesmo. Se o time estivesse bem, tudo seria bom. Mas o Brasileirão tá aí. Até já comprei meu álbum de figurinhas. A gente joga depois de amanhã com o São Paulo e o time não tá muito bom. Tá igual antes, quase o mesmo que perdeu pro Juventude e praquele outro time de Goiás que eu nem lembro o nome. Até vieram uns carinhas aí, mas acho que não vão ajudar.

E esse é o problema. As férias estão acabando e a história continua a mesma. Os caras me deram esperanças, dizendo que iam mudar, que iam melhorar o time, mas nada. Aí eu não sei pra que servem férias, professora. Até parece que eu tava mais preocupado que eles. Talvez até seja isso. Eles não se importam. Mas são uns bobocas. Acabaram estragando as minhas férias.

Acho que chega de escrever. Me dá uma nota boa que eu vou pro recreio.

Celso Roth aguarda por Willian Magrão

Na tarde desta quarta-feira, os atletas tricolores realizaram um treinamento técnico no gramado suplementar do estádio Olímpico. Pela manhã as atividades foram somente físicas. O técnico Celso Roth dividiu o grupo em três equipes que fizeram um trabalho de simulação de jogo, com campo reduzido à metade. Em seguida, foram treinadas as cobranças de bola parada.

A ausência foi Willian Magrão, que devido a dores na coxa direita sentidas ao final do coletivo de terça foi poupado e passará por uma reavaliação do Departamento Médico tricolor nesta quinta-feira para verificar a possibilidade de seu aproveitamento no sábado, na estréia do Brasileirão.

Caso o volante, que teve confirmada a lesão muscular após a realização de exames, não possa atuar, o treinador gremista possui várias opções para substituí-lo.

Embora Magrão esteja atuando como terceiro homem da meia cancha, a entrada de Julio dos Santos está descartada, pois Roth já disse que o paraguaio disputa posição com Roger.

Portanto, a tendência mais forte é a entrada de um outro volante. Neste caso três são os nomes: Amaral, Makelele e Rudnei, recuperado de contusão. Porém, não se pode descartar a entrada de Pereira na zaga ao lado de Léo, com Réver atuando como um terceiro zagueiro ou mesmo como volante, função em que já foi testado.

Teoricamente, Roth aguarda somente por este parecer dos médicos para definir a escalação que enfrentará o São Paulo no Morumbi, a partir das 18h10. O restante da equipe deve ser confirmada com Victor; Paulo Sérgio, Léo, Réver e Helder; Eduardo Costa, Rafael Carioca, ? e Roger; Perea e Soares.

Nesta quinta, o elenco treina novamente tecnicamente apenas à tarde, no gramado suplementar.

Roth: “O comportamento contra o São Paulo será completamente diferente”

O técnico Celso Roth concedeu entrevista coletiva na última terça-feira e revelou que o comportamento do Grêmio na estréia do Campeonato Brasileiro contra o São Paulo, no próximo sábado, às 18h10min, no estádio do Morumbi, será completamente diferente do que foi contra o Avaí, no amistoso do último domingo. Para o treinador, os jogadores estão motivados para o confronto e começaram a mudar a atitude nos últimos treinamentos. Roth não tem dúvida que a equipe terá uma postura diferente por ser um clássico do futebol brasileiro no principal torneio nacional.

“O jogo é totalmente diferente do amistoso contra o Avaí. Nós saímos de um jogo que não foi levado em consideração, na quinta-feira. Levamos seis horas de viagem. Chegamos aqui quase duas horas da manhã. Sabíamos disso. Fizemos o planejamento em cima disso porque nós não tínhamos outra opção para fazer o treinamento. Tudo bem. Aceitamos, não estamos reclamando, mas eu tenho que colocar isso publicamente. Eu disse isso para vocês, que eu iria no intervalo ou 10/15 minutos depois iria mudar todo mundo independente de circunstância ou resultado. Então, o time de comportamento do jogador para um jogo desses, que eu chamo de treinamento e, às vezes, sou dito e chamado de arrogante por não reconhecer isso. Isso que eu avisei o que iria fazer, não só para vocês, mas falei para o grupo também”, disse.
“Agora, contra o São Paulo é completamente diferente. Campeonato brasileiro. Um clássico. O comportamento do Grêmio certamente será diferente. Não to falando em resultado, estou falando comportamentalmente. Hoje tivemos um comportamento completamente diferente. Um treinamento muito mais corrido, com muito mais pegada e com muito mais atenção dos jogadores. Então, não adianta, a atenção e a dedicação que o Avaí teve naquele jogo porque estavam fazendo um treinamento contra o Grêmio. E é histórico isso. Já tive lá várias vezes para fazer amistoso e é sempre assim”, declarou Roth.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Grêmio treina em dois turnos nesta quarta-feira

O plantel gremista volta a treinar em dois turnos, nesta quarta-feira, pensando na estréia no Brasileirão marcada para sábado, às 18h10, contra o São Paulo, no Morumbi.

O foco segue voltado para o preparo físico com trabalhos na sala de musculação e no gramado suplementar sob o comando do preparador Flávio de Oliveira.

À tarde, segue a seqüência na sala de musculação seguida de um treinamento técnico comandado pelo treinador Celso Roth.